Se eu lhe fizer a seguinte pergunta: Você é capar de tocar todos os modos gregos[1] em todas as tonalidades? Provavelmente sua resposta será negativa, já que temos 7 modos multiplicados por 12 tonalidades, o que resultará a quantia de 84 modos. Continue com a leitura que lhe garanto uma ótima surpresa.
Desde já, digo-lhes que o estudo diário da simples escala maior é de fundamental importância para o crescimento musical de qualquer músico, que esteja interessado em crescer profissionalmente em seu instrumento. Isso não é nenhuma novidade, visto que estamos em um ambiente tonal, onde essa escala é o alicerce para construção de toda uma história. Mas por incrível que isso possa parecer, a realidade na prática é outra. É muito comum subestimarmos o uso dessa escala devido a sua grande simplicidade, talvez por ela fazer parte dos primeiros assuntos abordados durante o ensino musical.
O que pretendo demonstrar nesse artigo são formas práticas da aplicação da escala maior. Lembra dos 84 modos mencionado no início do artigo? Para que decorar 84 se você pode decorar apenas 12?
Decorar 84 modos é como atirar no próprio pé, além de ser uma tremenda perda de tempo, é ao mesmo tempo uma desconstrução de um pensamento ágil e habilidoso tão necessário para improvisação. O que realmente precisamos saber são as 12 escalas maiores de forma consciente, quando digo de forma conscienteme refiro ao aprendizado mesmo da escala, não só subir e descer notas consecutivas.
Vamos a prática:
[1] Utilizarei a designação modos gregos apenas como forma pedagógica, devido ao grande uso desse termo em manuais de harmonia, mas ciente que essa nomenclatura no nosso entendimento não esteja adequadamente aplicada, já que estamos trabalhando em um ambiente tonal e não modal.